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Na maioria das cirurgias programadas, os doentes perdem uma quantidade de sangue tão pequena que não necessitam de receber transfusões de sangue. Existem, no entanto, cirurgias nas quais pode ser necessário recorrer à transfusão de sangue, sendo este de dadores saudáveis e com elevado grau de segurança. A Transfusão Autóloga consiste num processo de colheita de sangue de uma ou mais unidades pré-operatoriamente a um doente e que, posteriormente, vão ser administradas durante ou após a cirurgia.
Existem três modalidades de colheita de transfusão autóloga: - Pré-operatória - Intra-operatória (Hemodiluição e “Cell-saver” – recuperação celular) - Pós – operatória Posso fazer uma transfusão autóloga?
Podem integrar um Programa de Transfusão Autóloga doentes com bom estado geral e sem anemia, com valores de hemoglobina igual ou superior a 11 g/dl. Os critérios de aceitação são mais flexíveis, pois o dador é o próprio doente. O médico de Imunohemoterapia vai avaliar a situação clínica do doente antes de lhe ser colhido o sangue. Não há limite de idade e as crianças também podem entrar num programa de transfusão autóloga. Doentes com anemia, doença cardíaca ou doenças infecciosas não podem integrar este programa. . Durante a sua consulta com o cirurgião, este irá informá-lo da necessidade de transfusão de sangue para a operação a que será submetido. Caso necessite e reúna as condições necessárias, o seu médico deverá propô-lo para um programa de transfusão autóloga. Mas a iniciativa também poderá ser sua! É necessário saber a data da intervenção cirúrgica e o número de unidades de sangue previsto para a operação. No dia da transfusão autóloga, deverá trazer os exames médicos que o seu médico assistente requisitou (análises ao sangue e electrocardiograma). . |